Sexta-feira, 21 de Maio de 2004

O JOÃO DO GRÃO

bacbico.jpg

Comecei a ir lá ainda miúdo, acompanhando o meu Tio Luís nas nossas saltadas até à capital. Confesso que, na altura, não era apreciador daquelas comezainas. Muito pesada para o meu gosto de então, em que preferia um bife com batas fritas a um prato da cozinha portuga.

Agora, quando tenho que me meter na confusão de Lisboa (à força, sempre à força), procuro dar um salto até ao velho (centenário) Restaurante João do Grão na Rua dos Correeiros perto da Praça da Figueira.

O restaurante continua praticamente como o conheci, com aquele aspecto e ambiente de velha e asseada “casa de pasto”. Toalhas e guardanapo de pano, mesas e cadeiras de madeira pesada, a cozinha de sempre. Só os empregados se renovaram – os velhos galegos deram lugar a uma nova geração de empregados que herdaram os velhos modos de atender e servir - simpáticos, eficientes e discretos.

Quem lá entra, sabe ao que vai. Nota-se nos rostos, à entrada e nas mesas, a satisfação garantida de que estão no lugar certo para prazeres de mesa. Uma jóia perdida nesta Lisboa renovada e desnaturada.

O nome vem-lhe da fama do tradicional (e diário) bacalhau com grão. Mas também o cabrito assado, o cozido e a língua de vaca estufada, merecem honras de agrado. E os preços estão perfeitamente ajustados em relação à qualidade e quantidade. Não se choram os quinze euros que em média por lá se paga por refeição completa mais o extra do consolo de encarar a luz da rua com a satisfação do estômago bem tratado. É que, depois, ganha-se mais boa vontade para se gostar de Lisboa.

Lá estive ontem. Língua de vaca à maneira. Recomendo. Para os que gostam de comer. A evitar por parte dos naturistas, dietistas, sofisticados e, sobretudo, pelos degradados consumidores do fast food.
publicado por João Tunes às 14:25
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De Werewolf a 23 de Maio de 2004 às 16:24
Não conheço o João do Grão, mas como fervoroso adepto do "slow food" e "no end talking", fiquei cliente, prometo que numa próxima deslocação a Lisboa irei experimentar.

Aqui no Porto felizmente ainda existem muitos restaurantes/tascas semelhantes ao João do Grão, costumo ir com alguma frequência ao Zé da Serra, que fica mais propriamente em Gaia (junto à Serra do Pilar), param por lá alguns cromos da praça, mas come-se muito bem e o pessoal é simpático e tem sentido de humor. Apesar de se chamar Zé da Serra também é conhecido pelo nome de Zé Ladrão, nunca perbebi porquê, pois por cerca de 12 euros por cabeça come-se muito bem em qualidade e quantidade. Não é muito grande mais é um óptimo local para um encontro de tertúlias.


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