Segunda-feira, 22 de Novembro de 2004

ESPANHA – GUERRA CIVIL (24)

Espanha24.JPG

A INTERVENÇÃO NAZI-FASCISTA

Espanha serviu a Hitler, além das posições adquiridas na saída do Mediterrâneo e de expansionismo da ideologia nazi, para dois tipos de testes:

- De tácticas, homens e materiais bélicos, importantes naquela fase rearmamentista de preparação de conquistas maiores e próximas para o almejado domínio do mundo (e nisso foram importantes os testes, sobretudo quanto à aviação militar e aos tanques, bem como o conhecimento do material militar do Exército Vermelho).

- A capacidade de reacção do mundo democrático e do Exército Vermelho à sua descarada intromissão bélica no conflito espanhol (teste altamente lucrativo – as democracias mostraram-se mais cobardes que o previsto e Estaline iria mostrar-se disposto a cair-lhe nos braços, ainda Espanha fumegava).

A estes dois testes pré-guerra mundial, juntava-se a vantagem de conseguir um aliado no sul da Europa e uma zona de abastecimento de matérias primas para a sua indústria bélica (ferro, carvão, volfrâmio) e com que Franco iria pagar a ajuda da Legião Condor.

Mussolini envolveu-se na guerra civil de Espanha ainda mais que Hitler, sobretudo no que se refere a homens em combate. Serviu-lhe sobretudo para manter a paridade do fascismo com o nazismo, na luta pela hegemonia totalitária. E esteve presente com essa marca, nomeadamente nos terríveis, prolongados e criminosos bombardeamentos civis sobre Barcelona em 1938, que decidiu sem passar cavaco a Hitler e a Franco, como retaliação da não consulta nem informação prévia de Hitler quando decidira anexar a Áustria. Os italianos foram decisivos na tomada de Málaga, sofreram uma terrível humilhação em Guadalajara (perto de Madrid) e depois foram só desforras no norte, no Ebro, contra a Catalunha e, finalmente, na tomada de Valência.

Hitler e Mussolini tentaram que Franco, terminada a guerra civil, se comportasse como aliado dócil na ofensiva contra as democracias europeias e a União Soviética (a segunda guerra começou no mesmo ano em que terminou a guerra em Espanha). A maioria da superestrutura política espanhola a isso estava disposta. Salazar “moderou” Franco e a Espanha franquista ficou pela “não beligerância” (colaborante) durante o conflito, um pouco mais que a “neutralidade” (colaborante) de Salazar, um pouco menos que aquilo que Hitler esperava. Mas, quando Hitler invadiu a URSS, Franco retribuiu os serviços antes prestados pela Legião Condor com o envio da Divisão Azul para se integrar na Wermacht e combater em solo soviético, onde foi praticamente dizimada.

No final da segunda guerra mundial, a intervenção, a colaboração e as alianças com o nazi-fascismo derrotado, custaram a Franco um enorme isolamento internacional (de que se destacou, a não admissão nas Nações Unidas), de que só conseguiu sair, por via da guerra fria, e das novas alianças com ingleses e americanos que a todos albergaram, desde que anti-comunistas. E, neste aspecto, ninguém levava a palma à Espanha de Franco.

(na foto, Hitler e Franco passam revista a guarda de honra)
publicado por João Tunes às 15:58
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