Quarta-feira, 28 de Julho de 2004

TAMBÉM VERNÁCULA

Afr_1.jpg

Outra forma, mais sofisticada e ainda mais vernácula, de fruir o prazer das praias africanas.

(dedicada, com amizade, à estimada Gotinha)
publicado por João Tunes às 13:50
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SINALÉTICA VERNÁCULA

praiadeangola.jpg

Por vezes, o vernáculo ajuda a comunicar. De forma incisiva e eficaz. Por exemplo, como mensagem de conservação ambiental e preservação da saúde pública e de partilha civilizada de espaços colectivos.

(imagem surripiada ao Orlando que a atribui a uma praia angolana)
publicado por João Tunes às 12:09
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Terça-feira, 27 de Julho de 2004

BELEZA E TEOLOGIA

arabgirl.jpg



O Carlos Martins diz que a senhora da imagem é afegã. Não sei se o é mesmo ou apenas aparenta sê-lo. Mas eu vou pela ideia feita de que pouco interessa a pátria aqui para o caso. A beleza não é universal, como bem dizem os entendidos? Dizendo por outras palavras, se o Afeganistão está bem longe, para ter gosto em ver este bonito rosto não é preciso sairmos do sítio onde estamos.

Depois, e o Carlos também o explica, os tallibans, com a mania de mandarem as donas taparem o rosto, esquecem que o tecido, qualquer tecido, não estica e há-de faltar em qualquer parte.

Pois, beleza e teologia, eis um excelente tema para se opinar. Quem lhe pega?
publicado por João Tunes às 23:30
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NA BANDA DO PS

JP-0103-010-kimbei.jpg

No quadro de apagada tristeza em que se viu o PS, depois da nefanda obra de descaracterização processada pelo guterrismo, a preparação do seu Congresso e as corridas para o Secretariado Geral, são um espectáculo deprimente.

Os socranetes contam as espingardas aparelhistas e encostam-se ao centrão. São os restos guterristas a calçarem as pantufas, direitos aos sofás de um poder que julgam cair-lhes no colo. Limitam-se ao não ambicioso projecto de serem santanetes com preocupações sociais. Propõem uma espécie de alternância que pouco mais seja que mudança de penteados.

João Soares faz o seu número dinástico. È a sua tragédia. Será sempre, politicamente, um pai em versão pobrezinha.

A esquerda PS andou às voltas e meias voltas. Mexeu-se é verdade. Reuniu também. Unificou até plurais tendências e clubes. Mas partiu dos cacos do hara-kiri emocional de Ferro que transformara a sacristia guterrista num clube de amigos de Alex, incapazes de passarem da moral para a política. Não aprendeu nada de nada. De mão em mão, de reunião em reunião, acabaram por cair debaixo das barbas de um trovador emocional e apelar-lhe ao sacrifício da locução das trombetas do protesto e da regeneração. Manuel Alegre já disse que só concorre a líder, a governação será com outro. Por outras palavras, basta-lhes que Sócrates não ganhe por unanimidade e aclamação.

Parece que todos, no PS, se resignaram ao triunfo do aparelho. É assim que querem, é assim que será. A orquestra, triste orquestra, está pronta para a função.

Santana é o que é. Mas ninguém pode negar que é homem que nasceu com a estrelinha da sorte.

Que raiva!
publicado por João Tunes às 22:57
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AINDA CARLOS PAREDES, SEMPRE

Carlos_Paredes.jpg

1) Numa nota datada de 4 de Março de 1959, foi assim que a PIDE escreveu sobre um apreciado músico recentemente falecido:

“Carlos Paredes, escriturário dos Hospitais Civis de Lisboa, membro do chamado “partido comunista português” com o pseudónimo de “Franco”, desde o princípio de 1957. Foi aliciado pelo co-arguido José Olaio Valente. Fazia parte da organização secreta comunista existente naqueles Hospitais e sob o “controle” daquele co-arguido.”
(transcrita em Estudos Sobre Comunismo)

2) Carlos Paredes foi torturado pela PIDE, não falou perante os carrascos, esteve preso vários meses e foi expulso da função pública. Tornou-se delegado de informação médica para ganhar o sustento. Só vários anos após o regresso da democracia, passou a viver da música e apenas para a música.

3) A democracia concedeu-lhe a honra de “dia de luto nacional”. Foi justo, acho eu que até não valorizo excessivamente estas “coisas de Estado”.

4) Recordar, a propósito do “dia de luto nacional” pela morte de Carlos Paredes, outras falhas e omissões, é, no meu entender, atirar ao corpo sem vida de Carlos Paredes uma nova bofetada a somar a tantas que ele sofreu em vida e que não mereceu. Pior se vierem com a história sexista da diferenciação de tratamento dado a este homem comparativamente com omissões graves para com duas mulheres ilustres também recentemente falecidas (Sophia e Pintasilgo). Carlos Paredes foi um homem dos sons e da liberdade. Sons para todas as almas abertas. Liberdade para todos, mais para os outros e para as outras que para si próprio. As falhas de respeito e de consideração de Estado para com Sophia e para com Pintasilgo, podiam e deviam ter sido protestadas nas alturas próprias. Atirá-las para o ar na altura em que pouparam Paredes a uma injustiça póstuma parece-me, no mínimo, uma ofensa desnecessária. Embora agora ele já não se deva ralar grande coisa. Nem Sophia. Nem Pintasilgo.
publicado por João Tunes às 21:58
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DOUTORAMENTO

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Joaquim Chissano, PR de Moçambique desde o assassinato de Samora Machel, vai ser doutorado honoris causa pela Universidade do Minho.

Entre os motivos indicados pela UM, está a contribuição de Chissano "no processo de paz em Moçambique, na evolução e construção de um regime democrático e na abertura do país ao desenvolvimento."

A distinção será entregue em 17 de Fevereiro de 2005.
publicado por João Tunes às 12:00
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Segunda-feira, 26 de Julho de 2004

ANTI-SOCRÁTICAS

Socr.jpg

Demolidores os posts que VJS colocou sobre José Sócrates - este e o anterior. Neles, está quase tudo dito sobre a relevância artificial (auto-atribuída) deste candidato aparelhista ao lugar de SG do PS. Resta-me confiar que não consiga reunir o número suficiente de “socranetes” para nos colocar na triste figura de o termos como alternativa aos "santanetes".

Porque raio a oposição há-de imitar o artista do poder?
publicado por João Tunes às 23:16
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UMA QUEDA

queda.jpg

Li isto e fiquei com uma dúvida mas muito diferente daquela que aflige o Bazonga da Kilumba.

Ministro pode cair. É próprio de ministro, ora sobe, ora cai. Porque ninguém é ministro para sempre. Tanto que ninguém nasce ministro. Mais, muito mais, se a arte do artista o levou somente à qualidade de vice e não de titular graduado, efectivo ou preferido. Não tem admiração nem sequer sombra de acto de espantar. Porque apenas é obra da condição.

(Aliás, em Angola, ministro ou vice deve ser dos poucos que sobem e caem. A maioria não sobe nem cai, vive toda a vida ao nível do chão. E que chão.)

A minha dúvida é outra. Mais curial e prosaica: se o sujeito fosse ministro mesmo, em vez de apenas vice, de que andar cairia?
publicado por João Tunes às 22:59
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ÁGUA: UM BEM SEMPRE ESCASSO

p14.jpg

Emenda: Corrigo, concordando com uma sugestão de um visitante: Um bem demasiado escasso
publicado por João Tunes às 18:58
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APETECE-TE MESMO DANÇAR ?

ant.jpg

Com tanto calor? Valha-te deus!
publicado por João Tunes às 18:52
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