Quinta-feira, 29 de Abril de 2004

SALSA CUBANA - IV

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Democracia? Deixa cá pensar bem onde queres chegar com essa provocação...
publicado por João Tunes às 12:21
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SALSA CUBANA - III

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Ponham a Internet no olho da rua, já!
publicado por João Tunes às 12:19
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SALSA CUBANA - II

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Tens cara de saber lidar com a Liberdade...
publicado por João Tunes às 12:17
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SALSA CUBANA - I

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Este gajo sabe mais que eu como se lida com dissidentes !
publicado por João Tunes às 12:14
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DERECHAZO

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Muito obrigado, caro Evaristo, pelo remate de faena que me foi dedicado. Saludo. E ... Olé!
publicado por João Tunes às 11:36
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2004

EUROPA MAIOR

rivera4[1].gif

PARTE I

Estamos então a pouquíssimos dias de ter novos países como nossos parceiros na nossa querida União Europa. Vamos ter, pelo menos, mais espaço para viajarmos com a sensação de estarmos num mesmo espaço e perdemos menos tempo nas passagens das fronteiras. Sim senhor, e depois? Depois? Lembrem-se das viagens que faziam antes e agora a Espanha, depois de entrarmos de braço dado na rica Europa.

Entre os novos países membros, os impactos da integração serão diferentes.

Comecemos pela simpática e minúscula Malta. A sua capacidade turística está praticamente saturada. Seliema já é demasiado parecida com o nosso Algarve ou com Torremolinos. Melhorarão as estradas, substituirão os vetustos autocarros privatizados (uma pena…), recuperarão um ou outro património a precisar de umas pinceladas. Mas não deixarão de conduzir pela esquerda. Com Kadafi nos eixos, o valor de Malta como porta-aviões no meio do Mediterrâneo perde valor. Ah, podem exportar livremente coelhos (praga que os aflige) para a malta (nós outros) guisarmos “à caçadora”. E vamos perder menos tempo no aeroporto de La Valeta. Democracia já têm. O que vai mudar mais? É que não podem mudar muito que aquilo é pequenino.

Depois vamos a Chipre. Chatice. Aquilo mete gregos e turcos. Os gregos não querem nada com os turcos. Os turcos querem com os gregos maneira de confirmar a Turquia na Europa. Os gregos percebem a marosca e não vão na cantiga. Cipriotas turcos out. Assim, vem meia ilha para a Europa, a outra metade fica otomana e que se amanhe. Ou seja, mais uma rota turística no cardápio da acessibilidade (a fronteira passa para o meio da ilha).

O resto são países saídos do “socialismo real”, ainda frescos do Comecom. Todos eles ganham obrigação e contenção na consolidação dos regimes democráticos. Grande vantagem, sem dúvida alguma. E ajudas para recuperarem atrasos estruturais (ambiente, vias de comunicação, formação, subsídios para desempregarem). O que não é nada pouco. Ganham, pois, politicamente e em termos de infraestruturas. E quanto ao resto?

Um grande drama dos países que saíram do “socialismo” para virem cá para o capitalismo é que tinham Partido e não tinham capitalistas. Os que apareceram foram arranjados à pressa. Ou camaradões do Partido que se encaixaram no mando das grandes empresas ou mafiosos que são os que têm a arte de enriquecerem da noite para o dia. Melhor, o que aconteceu, grosso modo, foi uma caldeirada destes dois peixes. O que é pouco para estruturar, neste curto prazo de tempo, uma burguesia nacional. Como chegaram de fresco ao capitalismo e ainda não tiveram tempo de se fartarem dele, a cultura dominante é mais capitalista e neo-liberal que nas terras mais a ocidente. Eles ainda pensam que cada cidadão pode ser um magnate, coisa que aqui já sabemos que só dá para meia dúzia de eleitos. Entretanto, o trabalho é pessimamente remunerado pelo que o futuro só pode ser melhor (mesmo que pouquinho porque não podem perder essa “vantagem competitiva”). Quanto à “grande economia”, está-se mesmo a ver: os grandes grupos económicos franceses e alemães (suecos, no caso dos países bálticos) chamam-lhe um figo e comem-no enquanto o diabo esfrega um olho.

E em termos de identidades? Aí vai ser interessantíssimo.

A Hungria vai novamente matar saudades da sua irmã austríaca e recordar os tempos do Império bicoroado? Como agora reduzidos às suas reduzidas dimensões? Então vão ter de se acolherem no regaço do Grande Irmão germânico por via do reforço do pangermanismo austríaco (Haeder não dorme). Se os húngaros não forem na conversa, além de se agarrarem às sotainas do Vaticano, vão ter de pedalar muito para se libertarem da asfixia dos manos austríacos.

Os checos e os eslovacos, incapazes de conservarem a Checoslováquia depois do regresso à democracia, vão-se reencontrar em Bruxelas. Aí devem aproveitar bem o tempo para acertarem as contas em atraso vindas da separação (tu ficaste com isto que era meu, cala-te que tu ainda me deves mais). Continuarão a terem a ver uns com os outros o mesmo que tinham no tempo do país inventado que foi a Checoslováquia. Ou seja, nada. Esperando-se que ninguém se lembre de largar a bronca e dizer alto e bom som a evidência de que Bratislava é uma cidade húngara que foi gamada. Talvez não passe nada, pois ambas as economias estão bem agarradas pelos gordos alemães. A menos que estes se lembrem de querer ajustar as contas dos alemães das Sudetas. Cruzes, canhoto.

Os países bálticos? Esses é o mais fácil de resolver. Processo da Grande Suécia em marcha e toca a andar. É preciso é não assustar o urso russo, deixando-lhe a esquadra navegar à vontade.

A Eslovénia pouco conta no filme. É pequenina e evoluída, está bem e recomenda-se. Os alemães e austríacos amparam-lhe a loja, desde que não estrilhem uns com os outros.

A grande novidade na Europa é a entrada da Polónia. Tem todas as condições de ser uma nova Espanha. O problema vai ser quando a Polónia crescer e se desenvolver e depois lidar-se com as suas ambições. Tem padres e freiras para dar e vender (com uma Igreja pujante e que será provavelmente a mais tradicionalista e retrógada entre todo o catolicismo europeu), tem espaço, tem mercado, tem ambição, tem massa humana.

Quanto às realidades sociais, sabemos por experiência vivida, o que a casa gasta. Basta compararmos o fosso que nos separava da Espanha no momento da adesão e o que agora nos afasta.

Nota: Claro que este filme a negro é demasiado pessimista. Mas é um exercício que tem a utilidade de permitir a boa navegação do eurooptimismo. O Teixeira Pinto prometeu que, na próxima Sexta-Feira, dava uma tareia no meu eurocepticismo e me ia rachar de alto a baixo. Como sou amigo dele e muito o considero, não quis que lhe faltasse lenha para meter na fornalha. Fogo à peça, meu caro.

PARTE II

E para não dizeres que eu sou faccioso, caro amigo Teixeira Pinto, lê agora o que diz o PCP (publicitado depois de ter escrito a Parte I deste post):


"O PCP reiterou hoje que Portugal será o país mais prejudicado com o alargamento da União Europeia a dez novos Estados-membros e responsabilizou o Governo PSD/CDS-PP por eventuais consequências negativas decorrentes desse processo.

"Todos os estudos conhecidos sobre a matéria, embora nenhum deles seja oficial, dão Portugal como o principal, quando não o único, perdedor dos actuais Estados-membros com o processo de alargamento", afirmou o dirigente comunista Agostinho Lopes, em conferência de imprensa, na sede do PCP.

"Portugal torna-se muito mais periférico, o que só por si tem custos acrescidos", acrescentou o membro da comissão política do PCP, responsabilizando "o Governo PSD/CDS-PP" e os eurodeputados destes partidos "pelos problemas decorrentes do alargamento".

"Não houve uma adequada avaliação do impacto" desse processo e "não foram acautelados minimamente os interesses do país", considerou.

"As consequências em Portugal já são visíveis, com as deslocalizações de multinacionais para o Leste europeu, à procura dos apoios comunitários e dos salários mais baixos", declarou, por sua vez, a cabeça de lista do PCP às eleições europeias, Ilda Figueiredo.

"Portugal deverá perder possibilidades de acesso a apoios comunitários relativamente à situação actual e mudam igualmente os objectivos e formas de atribuição dos fundos, onde se perde à partida cerca de dez por cento", adiantou Ilda Figueiredo.

A eurodeputada comunista considerou também que o Governo português, bem como a Comissão Europeia e o Conselho, "não se preocupam com as consequências do alargamento" para Portugal e para os dez novos Estados-membros que no próximo sábado, dia 1 de Maio, aderem à União Europeia (UE).

Segundo Ilda Figueiredo, o Governo deveria ter tido "uma posição reivindicativa, exigindo um programa específico para a economia portuguesa, a exemplo do que fez a Grécia, aquando da adesão de Portugal e Espanha à UE", em 1986.

"A destruição acelerada da nossa estrutura produtiva, da indústria tradicional, da agricultura e das pescas e o escandaloso agravamento do desemprego e das difíceis condições de vida das famílias" justificavam, na opinião da cabeça de lista do PCP às europeias, essa posição do Governo português.

A dirigente comunista considerou "inaceitável" a forma como foram tratados os dez novos Estados-membros e acusou os países "mais ricos" da UE de terem encaminhado este processo "num quadro de grande chantagem" e de "forma discriminatória" quanto à Política Agrícola Comum e "quanto à proibição da livre circulação de pessoas".

"A evolução destes novos Estados-membros fica condicionada aos interesses dos ricos países vizinhos, para quem o fundamental é a livre circulação de bens e capitais" e "quem mais ganhará com a adesão serão exactamente esses países mais ricos: Alemanha, França, Itália e Áustria", acusou.

A primeira fase do alargamento da UE a Leste, passa pela integração da Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Eslováquia, Hungria, Eslovénia, Malta e Chipre."
publicado por João Tunes às 23:44
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UMA TENDA EM BRUXELAS

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Se o homem diz que abdicou do terrorismo, registe-se o facto e agarre-se antes que lhe dê a maluca. Além do mais, tem petróleo e gás, não é? Venham eles e o sujeito que esteja sossegado. Pois. Até porque ele ameaça voltar às suas especialidades e solta os cães se o obrigarem a “recuar ou olhar para trás”.

Mas não se pode querer meter Kadafi na “frente antiterrorista”, permitir-lhe dizer que quer ser “uma ponte para a paz e a cooperação”, tratando-o de modo servil. Pode vir à Europa e armar a tenda, trazer guarda armada, dar nas vistas e alimentar a sua vaidade de "clown". Mas há limites. A forma como Prodi recebeu Kadafi foi bacoca e indigna. Uma instituição como a União Europeia não pode portar-se com vassalagem perante ninguém e muito menos perante um ditador de opereta.

Se Kafdafi abandonou o terrorismo e as armas químicas mais as nucleares, isso é óptimo (é menos um!) mas é curto. Continuam a acontecer violações gravíssimas na Líbia no que respeita aos direitos humanos (veja-se a denúncia da Amnistia Internacional). Espero que Prodi, no meio dos salamaleques, tenha feito ver a Kadafi o caminho que a Líbia tem de percorrer para deixar de ser um país excêntrico e ditatorial. Apesar do petróleo e do gás.
publicado por João Tunes às 18:58
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INQUIETAÇÃO

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O desemprego alastra vertiginosamente, a retoma há-de vir, estamos cada vez mais na cauda de todos os indicadores europeus de qualidade de vida e na frente dos indicadores que nos centrifugam para a periferia, perdemos centros de decisão empresarial, o pessimismo alastra, a depressão dos cidadãos sobe com a auto-estima pelas ruas da amargura. Saramago faz furor de marketing com o apelo redentor no voto em branco. O controlo do défice transformou-se em arte sacra. Leiloam-se empresas para se obterem receitas extraordinárias que equilibrem as contas. Os espanhóis vão, serenamente, ocupando as tendas. Temos um Ministro de Defesa que masca pastilha elástica a assistir a uma parada militar.

Neste quadro, o que se passa na dinâmica social?

Os empresários e gestores, subitamente, despertam para a política activa. Activíssima. Juntam-se aos bandos, mostram gravatas, escrevem programas, querem mais, muito mais, sempre mais. Tornaram-se reivindicativos. Qualquer dia fazem manifestações, greves e cortam estradas. Até exigirem a privatização do Governo e a sua entrega a gestores “profissionais”. Noutra situação, telefonavam aos generais amigos a pedir uma “quartelada”.

E os Sindicatos? Pois, os sindicatos. Declaram e protestam, sim. Defendem, defendem-se. Andam a tentar salvar o que se pode dos cacos partidos. Riscam pouco. Porque estão entrincheirados numa posição defensiva. Não chegam para as encomendas. A ofensiva é pesada demais.

Quem diria que, numa situação de degradação social tão acentuada, os reivindicativos e agitadores venham de roldão dos luxuosos gabinetes das Administrações, enquanto os sindicalistas se esgotam a cavarem trincheiras de areia. Problema de diferentes capacidades de exposição mediática? Sim. Mas não só. Os arquétipos da velha ordem económica também pesam como chumbo. E, sobretudo, pesa aos sindicatos, tirando-lhes oxigénio, a anemia que acometeu a Oposição política.
publicado por João Tunes às 18:14
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UM CEGO CONDENOU UM CEGO

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Mais dez presos políticos condenados em Cuba, país que já detinha o maior número de presos por delito de opinião “per capita” em todo o mundo. Enquanto a vida do jornalista Raul Rivero continua em risco por causa de uma broncopneumonia contraída devido às péssimas condições prisionais, estes dez cidadãos dissidentes do regime vão continuar a penar nas masmorras castristas. O ditador Castro continua, impunemente, na sua paranóica fuga em frente a restringir e reprimir toda a veleidade de diferença de opinião.

Estas dez pessoas haviam sido aprisionadas em Março de 2002, quando tentavam visitar um jornalista que se queixava de ter sido espancado pela polícia e se encontrava internado num hospital. Foram todas detidas à entrada do hospital pela polícia que as manteve presas durante dois anos sem julgamento. Depois, veio a verificar-se que a cena fazia parte de uma provocação de um agente infiltrado da “Pide castrista”. Em julgamento, o infiltrado policial reconheceu o papel que tinha feito e mostrou-se arrependido da sua missão de “bufo”, o que lhe valeu ser espancado no tribunal e ser-lhe aplicada uma pena de três anos e meio de prisão.

Um dos condenados, Juan Carlos Gonzalez Leyva, advogado e activista dos direitos humanos, é cego. Foi acusado de “ter resistido à detenção, ter perturbado a ordem pública e faltar ao respeito ao Presidente”. Apanhou quatro anos de prisão.

Fidel tem mais presos nas suas masmorras. Um desses presos é cego. Mas quer ver a liberdade no seu país. Fidel é cego perante a liberdade, a pior de todas as cegueiras. O mais cego destes dois cegos é o carcereiro daquela ilha a transformar-se numa prisão.
publicado por João Tunes às 17:32
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EURO QUÊ?

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O Abre-Latas está felicíssimo com o próximo alargamento da União Europeia. Não conteve a sua exaltação e partilhou-a em termos épicos:

“Uma coisa parece segura: sem alaridos, a Europa dá um passo de gigante rumo ao futuro. Dentro de cinco dias, inicia-se uma nova página da História da Europa. Será porventura mais brilhante do que todas as que já foram escritas. Pela primeira vez, à mesma mesa, estarão sentados quase todos os povos europeus... E alguns dos que faltam não estão esquecidos...
Está pois para muito breve o dia em que me sentirei em casa se estiver em Tallin, Praga, Varsóvia, La Valeta, Vilnius, Budapeste, Liubliana, Nicósia, Riga ou Bratislava.”

Tentei pôr um bocado de água fria em tanto entusiasmo heróico-europeísta e falei na falta da “Europa Social” e nas consequências dos alargamentos em simultâneo com sucessivas integrações de economias que sustentam a sua produtividade em políticas de salários baixos (na altura, mal sabia que, no dia seguinte, Cavaco Silva ia dizer parecido a empresários reunidos em Santa Maria da Feira). Deu para receber logo o rótulo (a velha e persistente mania de se etiquetar para se ganhar posição) de euro-céptico(!) (mal ele sabe o que passei anos a fio por defender a integração europeia em casa de anti-europeístas). Depois, justificou o tom do seu discurso:

”O discurso construtivo é sempre o mais difícil de erigir, pois que não se pauta pela lógica do incessante ruminar do queixume, e muito menos será tributário do criticismo episódico que, qual comichão, tem feição de sintoma migratório.
Não, o discurso construtivo é sempre o que menos agrada a quem está de mal com o mundo. Mas por vezes é o que melhor reflecte o âmago de certos assuntos.”

E arrasou com meia dúzia de argumentos de Fé que, como se sabe, é coisa que não se discute. Senti-me um herege em plena missa a necessitar de confissão, absolvição e hóstia redentora. E a homilia do meu amigo Teixeira Pinto, chega ao ponto deste elogio beato à Santa União:

“A integração europeia ocorreu e naturalmente ocorrerá como uma sequência de vagas sucessivas. A primeira vaga é de natureza económica (desde a CEE, CECA.... até à moeda única.... e, no futuro, veremos o que mais virá), a qual só pode avançar se for secundada por uma segunda vaga de integração política (começou com a criação de instituições supranacionais e avança agora para uma união política constitucionalmente definida... e, no futuro, veremos o que mais virá); com a integração política surgem condições para uma terceira vaga – esta mais da responsabilidade dos cidadãos – de integração social: aparecimento de partidos de dimensão europeia, uniões sindicais à escala europeia, etc...”

Isto é, os Estados tratam das economias e das papeladas (incluindo as Constituições), os cidadãos (!) que tratem do resto (do social, do cultural, do etc.) se … quiserem.

Ainda não estou devidamente recomposto. Valeu-me, em alívio no desconsolo, ler a “declaração de voto” de Vicente Jorge Silva no Causa Nossa:

“Apesar da minha identificação plena com um projecto federal europeu – diferenciando-me, por isso, das posições assumidas pelo Partido Comunista Português, o Bloco de Esquerda e o Partido Ecologista Os Verdes –, não me conformo com o défice democrático actualmente existente no funcionamento das instituições europeias. Encarar a Europa como uma fatalidade e não como um desígnio assumido e desejado voluntariamente pelos portugueses constitui uma contradição e uma perversão do contrato estabelecido entre as partes. Qualquer alteração do pacto anterior, a nível constitucional, entre os portugueses e a Europa, deveria ser precedido de um referendo.”

Pelo menos, já somos dois a aquecer no purgatório dos renitentes às hossanas “construtivas”. Ámen.
publicado por João Tunes às 13:24
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