Sexta-feira, 30 de Abril de 2004

EFEMÉRIDES DO DIA

hitlerbishop[1].gif

A 30 de Abril de 1945, o figurão da direita decidiu deixar o reino dos vivos.

Antes, a 30 de Abril de 1536, a instituição do figurão da esquerda iniciou os trabalhos do Santo Ofício em Portugal.

(acontecimentos lembrados pelo Jumento)
publicado por João Tunes às 12:34
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??????????

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O gato não conheço e não tem olhos de bom amigo.
Já quanto ao artista fotógrafo, a sua cara não me é de todo estranha.
Será blogueiro?
Será marado (ou mesmo ultra-marado)?
Ou será isso tudo e, sobretudo, um solidário?
publicado por João Tunes às 00:34
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Quinta-feira, 29 de Abril de 2004

NÃO QUERES PERDER O TACHO ?

mexia.jpg

ou

QUEM SE METE COM MEXIA E CARLUCCI, LEVA !


Manuel Ferreira de Oliveira, o porta-voz da Viacer acusou a Comissão Executiva da Galp Energia de defender propostas concorrentes ao concurso de aquisição de pelos menos 33,34% da petrolífera.

«É uma desilusão ver a liderança da Galp a tomar partido neste processo. Choca-me ter uma clara percepção de que não quer que a Viacer ganhe», lamentou Manuel Ferreira de Oliveira, hoje, num almoço com jornalistas para a apresentação da proposta da Viacer, que concorre através da Viapetro (68% Viacer, 13,5% do BPI e do grupo Violas e 5% da Arsopi).

«Sei o que têm dito [os administradores da Galp Energia] sobre a nossa proposta. Os outros concorrentes dizem que manteriam a actual liderança. Nós não. Será por isso?», questionou-se o actual presidente da Unicer, sem pormenorizar a acusação.

No caso de a Viacer vencer o concurso, Manuel Ferreira de Oliveira apontou como desfecho ideal ficar com 45% da Galp Energia, enquanto outros 22% detidos pelo Estado seriam adquiridos por um futuro parceiro estratégico, a ser escolhido em sintonia com o Governo, que poderia então dispersar os restantes 33% no mercado de capitais. «Teríamos assim uma estrutura accionista que considero equilibrada e protegida de OPA’s», sublinhou o actual presidente do grupo Unicer.
publicado por João Tunes às 20:20
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DONA CARMENCITA, Olééé !

Carmen.jpg

Olhem só. Leiam aqui.

Resumindo para os que não têm pachorra: A Senhora Ministra da Cultura de Espanha anunciou que o seu Governo vai baixar o IVA em “produtos musicais” de 16% para 4% e que o IVA dos “produtos de escrita” passa para 1%. A Ministra, Dona Cármen Calvo, justifica a medida para que “los ciudadanos compren cultura y los creadores, cada vez más, puedan vivir profesionalmente".

Que se lixe o Saramago, nas próximas eleições VOTO PSOE.

publicado por João Tunes às 20:09
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PERGUNTAS MACACAS

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Porque é que, em Santa Maria da Feira e na reunião de empresários fraccionistas que criaram mais uma Confederação Patronal, todos apareceram com gravatas azuis (uns com riscas brancas e outros com bolinhas brancas)?
(pelas fotos do CM de ontem, vi gravatas azuladas no Durão, no Cavaco, no Ludgero, no Rocha de Matos e no Amorim).
Será moda? Todos querem ser "campeões"? Aquilo pega-se?
publicado por João Tunes às 17:50
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O alentejano, o Lopes, as gajas e o túnel...

Há dias em que a inspiração se esgota. E outros há em que nem sequer chega a aparecer. Mas todo o mal tem remédio, dizem os optimistas. E eu concordo. Direi mais: para grandes males, grandes remédios. O que também não é original mas é verdade.

Os textos do Alentejanando fazem parte da minha medicamentação diária para viver bem com a vida. E têm a vantagem de me fazerem apetecer ir a seguir beber um tinto alentejano. Ou seja, é cura a dobrar: as prosas do alentejano lúdico (eu acho que, embora não pareça, todos os alentejanos são lúdicos antes de amarrarem uma corda ao pescoço e assim quererem subir ao céu para conversarem com os compadres que já lá estão) e o copo que bebo a seguir à sua saúde.

Hoje (acordei deprimido a pensar na puta da guerra na Guiné), tropecei num texto delicioso do Alentejano que teve ainda o condão de me fazer partilhar a memória (boa memória) dos escritos do Sttau Monteiro no “Diário de Lisboa”, em que ele assinava como Guidinha. Eram, no tempo, do melhor que havia e hoje alimentariam um blogue de sucesso. Marcou-me tanto a Guidinha que, uma vez por outra, ainda me foge a mão para a imitação. Como aconteceu ao Alentejano que largou um naco de ironia que não resisto a transcrever com a devida vénia e que serve às mil maravilhas para contrabalançar a face negra deste dia em que meti Fidel, descolonização e um dos quartéis onde estive encafuado na Guiné.

“O tribunal que manda nos outros tribunais mais putos que só servem para atazanar o major batata mais o outro gaijo que manda nos apitos e parece que também negoceia em apitos o tal big tribunal de casos grossos proibiu o Lopes de cavar melhor dizendo os cabo verdianos e os ucranianos e mais outros bigs de louros e bigs de grandes que parece que agora vivem cá contra a vontade do pastilha elástica ou do portas evolucionista trapezista contorcionista mas ao menos servem para cavar.

O Lopes diz que mandou investigar a Barcelona Paris Londres Bruxelas e mais uma resma de cidades acima de qualquer suspeita na questão dos procedimentos e em nenhuma foram detectados impactos pactos patos ambientais tais e quais é tudo na base do entra porco sai chouriço.

Depois aparece um gimbrinhas que se diz secretário de estado de qualquer coisa relacionada com o estado cá pra mim o homem não tem estudos pra isso dá aos pedais e sai de cena.
Deixem cavar o homem deixem cavar à vontade o rectângulo bananeiro calhando o Lopes ainda descobre debaixo do marquês o petróleo que outrora fez negaça no Beato que raio de empatas que só querem involução porra e até era giríssimo (a Lili não entra nesta estória ainda que seja amiga do Lopes) a cidade cheia de túneis e buracos para a rapaziada jogar melhor às escondidas com o fisco e o governo brincar melhor às escondidas com a gente e depois evoluir dum buraquinho a dizer uh, uh estou aqui olha esqueci-me da oposição mas prontos o governo também os deixava reinar nos buracos e túneis do Lopes.

As gajas... na sei por mou de quê falei nas gajas... ora assim como assim sempre remendo a coisa com uma graçola a propósito das gajas e do Lopes..."



santanabeija.jpg
publicado por João Tunes às 17:12
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PELUNDO - II

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Chegada do PAIGC ao quartel do Pelundo para substituir a soberania portuguesa.

(foto que me foi gentilmente enviada por João Lemos, ex-Alferes Miliciano que viveu, naquele quartel, a independência da Guiné-Bissau)
publicado por João Tunes às 14:40
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PELUNDO - I

P_3.JPG

Aqui, neste quartel, vivi uma parte da guerra colonial na Guiné. No Pelundo, perto de Teixeira Pinto (hoje, Canchungo).

(foto que me foi gentilmente enviada por João Lemos, ex-Alferes Miliciano que viveu depois, no mesmo quartel, a independência da Guiné-Bissau)
publicado por João Tunes às 14:36
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SÓ SE DESCOLONIZA O QUE SE COLONIZOU

13g[1].jpg

Para quem andou na guerra colonial, não é fácil pisar e repisar o tema daquela guerra, da colonização (e da descolonização). Trouxeram-se de lá feridas que cicatrizam mas voltam a abrir. Não falo das feridas físicas nem das marcas deixadas pelos traumas de experiências extremas para se sobreviver. Falo das feridas deixadas por uma memória partilhada por centenas de milhares mas escondida e recalcada porque, socialmente, os arquétipos ideológicos ainda saltam demasiado depressa para poluírem e impossibilitarem a partilha e a catarse. Passados tantos anos depois do fim da guerra colonial, a paz ainda não nos é possível. Porque muitos não querem saber o que foi a guerra. Outros não querem contar o que sabem e não querem enfrentar o que fizeram. Muitos, demasiados, falam da gesta da guerra e da descolonização com a ligeireza oportunista dos papagaios políticos ou como chapéu para pedinchar votos. De uma forma geral, os ex-combatentes ou são desprezados, ou silenciados, ou andam connosco ao colo como heróis retroactivos para pintar o mural do mito patriótico-imperial que só lhes serve para mover o moinho do negacionismo de Abril.

Independentemente do contexto político, os combatentes viveram situações de grupo cujo fito maior era a sobrevivência. O que implicava tudo o que nisso é normal que aconteça. Matava-se para não morrer, vingavam-se os que morriam, depois, matava-se porque se matava. Na guerra, a morte está sempre presente. No mínimo, através do medo de morrer. Mais, nessa dança da morte, a morte era, tinha que ser, hierarquizada. Valorizava-se a nossa vida e a vida dos nossos camaradas, desvalorizava-se a vida dos “outros” porque a vida deles era a nossa morte. E sabíamos bem que a nossa morte era a vida deles.

Durante duas vezes ainda frequentei os jantares anuais com os ex-combatentes do Batalhão a que pertenci quando fui para a Guiné. Eram rituais de regresso emocional aos tempos de partilha de um grupo metido nos mesmos assados. Todos mais gordos, mais carecas e mais velhos, a recordarem os fados cantados, os copos bebidos, as patuscadas feitas, os engates das pretas, as chalaças e as patifarias benignas. A guerra, a guerra propriamente dita, essa ficava à porta. E não se faziam, não se conseguiam fazer, perguntas sobre como tínhamos ido lá parar. Porque lá estivemos. Predominava o sentimento da amizade solidária construída em situações de sobrevivência. E os abraços eram sempre mais que as palavras. Os risos reprimiam a revolta da estupidez política de termos estado juntos na Guiné. Parecíamos um grupo excursionista de antigos estudantes que haviam estado na Guiné em viagem de finalistas. Mas eu, e os outros (lia-se nos olhos), sabíamos que ali faltavam os que não tinham voltado. E que a cada um de nós faltava uma lasca da juventude despedaçada nas bolanhas daquela terra no cú de Judas. Deixei de aparecer nesses almoços. Porque ia para lá com a ansiedade de um reencontro e voltava com mais solidão, mais estúpido e mais sofridamente revoltado. Outros devem ter sentido o mesmo. Deixaram de se fazer os tais almoços de saudade.

Para quem não andou na guerra, é fácil falar dos “crimes da descolonização” e do “abandono”. Imaginar uma descolonização controlada politicamente, faseada, com princípio, meio e fim. Tudo nos eixos e conforme os interesses estabelecidos. Os colonos em paz e com os seus bens salvaguardados. Porque pedem emprestada a coragem e as vidas de outros. É um abuso, mas abusadores existirão sempre.

Para quem andou na guerra, sabe porque é que a descolonização foi o que foi. Porque sabe que as guerras estavam perdidas. Porque sabe que a nossa colonização não permitia descolonização. Porque sabe que o MFA já germinava muito tempo antes de ele existir. Porque sabe que a guerra nunca devia ter existido e durou tempo demais. Porque sabe que a descolonização que existiu foi o mais optimista de todos os cenários criados pelo prolongamento sem nexo da guerra e da presença colonial. Porque sabe que as desgraças que governam as antigas colónias foram criadas pela “nossa” colonização e pela “nossa” guerra.

Sei que eu, e outros muitos, muitos mais, vamos ter de conviver com as tiradas dos senhoritos que usaram fraldas depois do 25 de Abril, mais os velhos saudosistas, pedindo, agora, contas pelos “erros” da descolonização. Não tem importância, esses senhores falam na descolonização porque não querem falar na colonização. Não tem nada que saber. Para eles, a história (com querem ajustar contas) começa em 25 de Abril de 1974.

Neste panorama, sabe bem ouvir outros. Compensa, equilibra.

Recomendo aos interessados no tema que leiam o post lúcido que o Carlos Gil do Xicuembo lá colocou e onde traz a sua memória de ex-colono branco em Moçambique. E, para os que falam nos “crimes da descolonização”, aprendam um pouco sobre os “crimes da colonização” na excelente entrevista publicada hoje no Público (não se consegue aceder a ela na versão on-line) com a historiadora Dalila Mateus a propósito da sua tese de doutoramento sobre a Pide em África.
publicado por João Tunes às 14:06
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SALSA CUBANA - V

Fidel_1.JPG

Esta ilha é minha e só minha.
publicado por João Tunes às 12:25
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