Terça-feira, 17 de Agosto de 2004

MAN RAY

manray.jpg

Ilustrámos dois posts com fotografias de Man Ray (Post “Pérolas de Dor” – 16 Agosto, com a imagem “Les Larmes” e o post “Mais dia menos dia, vai-se descobrir” – 10 Agosto, com a imagem “Le Violon d’Ingres”).

O nosso visitante Carlos Romão enviou-nos um mail sobre a obra deste artista da fotografia:

“Man Ray nasceu em Filadélfia em 1890 e viveu em Nova Iorque até 1921, ano em que se mudou de armas e bagagens para Paris, onde viria a revolucionar a arte fotográfica. Integrou o movimento dadaísta e foi o primeiro fotógrafo surrealista. Inovou também na técnica fotográfica ao executar as primeiras
raiografias – imagens obtidas no laboratório, sem máquina fotográfica – e
solarizações, processo que consiste na exposição à luz durante a revelação, o
que permite obter no final um misto de positivo e negativo. Man Ray conseguiu-o
como ninguém.
Juntou-se ao movimento “avant-garde” publicando fotografias quer em revistas populares de grande circulação, como em revistas especializadas, de que “Les
Feuilles Librés” e “Littérature” de André Breton – que viria a publicar pela
primeira vez Le Violon d’Ingres em 1924 - são exemplos.
Man Ray gostava de nos fazer crer que não passava de um diletante, que as suas fotografias eram apenas fruto da sorte. A sua obra, porém, é o produto do génio do autor e de muito, muito trabalho. Fotógrafo, pintor, escultor, ilustrador e visionário, Man Ray viria a falecer em Paris aos 86 anos em 1976.
Le Violon d’Ingres - 1924
Nas suas memórias, Man Ray relata que Alice Prin recusava posar para ele, porque o fotógrafo se limitava a reproduzir a realidade. “Eu não”, respondeu Ray, “eu fotografo como pinto, transformo o modelo como faria um pintor. Como ele idealizo ou deformo os meus modelos”. Esta fotografia ilustra, particularmente, este propósito, uma imagem a meio caminho entre a pintura e a reprodução mecânica. Por outro lado, o encontro, a fusão de um dorso feminino e um contra-baixo, constitui algo de insólito, um princípio caro aos surrealistas.
Les Larmes – 1934
Man Ray elaborou esta fotografia, na sequência do rompimento com a sua amada Lee Miller. Considerava “Les Larmes” uma das suas mais bem sucedidas fotografias. Trata-se do rosto de um modelo, no qual o autor colou pequenas esferas de vidro para simular lágrimas, que “parecem pérolas” - como diz o João Tunes.”



Além deste texto sobre Man Ray, o Carlos Romão chamou-nos a atenção sobre a prática incorrecta de estar usar fotografias sem indicação expressa da sua autoria. Dou-lhe toda a razão. Assim, já corrigi onde consegui fazer a identificação e apaguei os posts que utilizavam fotos de que não consegui recuperar a identificação e cujo texto dependia da visão da imagem. O seu a seu dono.

(este post é ilustrado com a imagem de uma autofotografia de Man Ray)
publicado por João Tunes às 14:53
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. NOVO POISO

. ESPANHA – GUERRA CIVIL

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (1...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (2...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (3...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (4...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (5...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (6...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (7...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (8...

.arquivos

. Setembro 2007

. Novembro 2004

. Agosto 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

. Março 2004

. Fevereiro 2004

blogs SAPO

.subscrever feeds