Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2004

UMA OPINIÃO SOBRE A BLOGOSFERA LUSITANA

Miguel Poiares Maduro, jurista no Tribunal de Justiça da União Europeia e cronista do DN, avaliou a blogosfera portuguesa. E disse:

"Nesta coluna de «blogs» nunca falámos dos verdadeiros blogs, os originais! E, no entanto, este é um dos fenómenos mais interessantes dos últimos anos em Portugal: a emergência de uma nova comunidade crítica e de uma opinião livre de uma marca política partidária. Sejamos honestos, muita da melhor opinião que se escreve em Portugal hoje em dia encontra-se nos blogs. Importados dos Estados Unidos, começaram por trazer uma nova opinião de direita ao espaço público português, mas hoje parecem ser os blogs de esquerda que estão mais activos (a isso não será estranho o facto de, felizmente, muitos dos bloguistas de direita terem passado a colaborar, igualmente, na imprensa escrita, o mesmo não tendo sucedido, da mesma forma, à esquerda). Se quisesse ser provocador, diria que a direita chegou primeiro mas se aburguesou e que a esquerda chegou mais tarde mas é mais resistente. O que mais admiro no espaço público dos blogs, no entanto, é que a defesa de um discurso ideológico marcado e transparente coincide com a manifestação de uma notável liberdade face aos campos tradicionalmente definidos pelo discurso partidário e da opinião escrita dominante em Portugal. Simultaneamente, o assumir claro de um debate ideológico não impede a emergência de um notável respeito recíproco entre bloguistas com posições bem diferentes (que, inclusive, desenvolvem amizades e se citam mutuamente). Se há um verdadeiro espaço público em Portugal (no sentido Habermasiano de procura de um espaço de discurso universal, livre e transparente) ele encontra-se, paradoxalmente, no espaço virtual da nossa Internet."

Não sei se é mesmo assim como o ilustre jurista pinta. Há para aí traquinices de direita e saudosistas da Velha Ordem até dizer chega. Alguns deles, reconheça-se, com qualidade de escrita e de argumentação. Cavernícolas também, à direita e à esquerda. Coisas da liberdade e da expontaneidade da escrita... Mas sabe bem este olhar optimista que afaga os egos mais carentes. E, no meio de tanta porrada na Justiça e da Justiça, um panegírico vindo de um jurista até soa a melodia.
publicado por João Tunes às 11:40
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