Sábado, 28 de Fevereiro de 2004

COM O DEVIDO RESPEITO

Confesso o meu culto de mistério para com as Irmãs da Caridade. Não sei porquê (ou se calhar sei bem demais) acho-as, na maior parte dos casos, atractivos entes de sensualidade contida e apetitosa.

Respeito-lhes a opção e a missão. Embora admita que, em alguns (ou muitos?) casos se tratam de mulheres desperdiçadas ou constrangidas.

Não sendo religioso, gosto delas. Sobretudo pela força tremenda das suas fragilidades. E porque a renúncia me merece o maior respeito.

Não é fácil captar o mistério da opção de se ser Freira. Se calhar fala a costela barreirense, mas eu entendo que Mestre Augusto Cabrita as “viu” como poucos.


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publicado por João Tunes às 00:06
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6 comentários:
De Joo a 1 de Março de 2004 às 00:57
Estimada Deméter, obrigado pelo seu tão sincero comentário. Confirma-se que vc é mulher inteira e com coragem. E deixe que lhe diga (sem ofensa para ninguém): ainda bem que não foi para freira, senão como ia ter blogue? Saudação amiga.


De Demter a 29 de Fevereiro de 2004 às 15:25
Hoje é meu dia de rir sozinha diante do computador...Será que é o meu humor que está mudando? Seria difícil imaginar que uma ex-pastorinha um dia pensou em ser freira? Pois é, mas acabou jornalista, simplesmente porque foi perguntar ao pároco qual a função social das freiras...isoladas do mundo, condenadas a tarefas menores e marginalizadas dentro da própria Igreja. Porque eu, como freira, não poderia celebrar uma missa? Jornalista, uma das minhas primeiras matérias foi sobre as freiras - metade vítimas, metade cúmplices - duramente criticada em todos os sermões das igrejas goianas.


De Joo a 29 de Fevereiro de 2004 às 01:53
Caro José Teixeira, não responderei pelo texto do post sobre o clube universariante. Deixo isso ao seu autor. Quanto ao símbolo que foi postado por minha livre iniciativa, digo sim é claro. É inteiramente verdade que o amor ao Benfica é a minha religião. Que, como disse um pensador chamado Carlos Marques ou coisa parecida, é o ópio do povo. Coisa essa de que as freiras, coitadas, não têm a mínima culpa. Ou, se a têm, eu só lhes peço que sejam mais viciosas. Amen. E abraço.


De jpt a 28 de Fevereiro de 2004 às 23:00
Bela foto, belo comentário acima.
E tem muito a ver com o post que lhe sucedeu. Associação de ideias inconsciente?


De Joo a 28 de Fevereiro de 2004 às 19:32
Evaristo, obrigado por ter enviado um comentário que é mais do que isso: é um excelente texto. Abraço.


De Evaristo a 28 de Fevereiro de 2004 às 17:40
João,
Vc disse com sinceridade o que pensa das freiras.
Não haverá muito para dizer, ao contemplar a imagem captada pelo saudoso Augusto Cabrita. Em
minha opinião, é a fé, a renúncia pela entrega,
a existência fora da realidade, a percepção do
divino, o sentido de unidade, -- que levam uma jovem e bela mulher a entrar para um convento. O
espírito eleva-se, fica a matéria. Mistérios.


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