Quinta-feira, 11 de Março de 2004

11 DE MARÇO

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Pois é, estamos a 11 de Março.

É caso para lembrar:

- Há 29 anos, Spínola perdeu o verniz que disfarçava o seu nazi-fascismo estrutural e tentou dar um golpe à Pinochet. Perdeu. Ganhou a radicalização da Revolução pela esquerda. Andei lá a exigir desforra e socialismo.

- Em 11 de Março de 2004, a Esquerda Social sai à rua. Acompanhe-se ou não a CGTP, não restam dúvidas que é a Esquerda que resta e que luta. Porque quanto à Esquerda política, essa está a dormir na forma. Desejo casa cheia.

- Também no mesmo dia em que a Esquerda Social vai para a rua manifestar-se contra a coligação que nos desgoverna, um grande clube português com uma equipa da treta vai defrontar um grande clube italiano também com equipa da treta. Dizem que é para a Taça UEFA. Vou ver pela televisão, cachecol ao pescoço por dever espiritual, mas sem fé nem faísca de entusiasmo.

Dizem que vai chover.

ADENDA DAS 15 HORAS:

Afinal não choveu (ainda?) pelas minhas bandas. Mas rebentaram bombas em Madrid que vitimaram cidadãos que iam para o trabalho, jovens que iam para a Universidade, pais e mães que levavam crianças à escola ou que, simplesmente, iam limpar a alma com as pinturas no Museu do Prado. Mas os teroristas não trabalham, não estudam, não tratam de crianças e não gostam de pintura. Os terroristas fazem a única coisa que sabem e gostam: assassinar. E assassinaram.

Lamento que o 11 de Março de 2004 vá ficar na minha memória como o dia em que me senti Espanhol.
publicado por João Tunes às 00:02
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8 comentários:
De Joo a 11 de Março de 2004 às 22:27
Hoje, não devia haver abraços entre nós. Cada um devia enviar um abraço para um espanhol - amigo, conhecido ou desconhecido. E um só grito: ASSASSINOS!


De Pedro a 11 de Março de 2004 às 22:11
Grande compañero.
Chove e choverá sempre onde se tenta pela força impor ideologias que, de uma forma natural, seriam sempre rejeitadas.
Um abraço, João.


De Joo a 11 de Março de 2004 às 17:59
Claro que lembro. A mesma besta, diferentes as camisolas.


De Antonio Dias a 11 de Março de 2004 às 17:44
Hoje, por tudo o que foi dito, não me apetece dizer nada. Hoje estou triste. Permitam-me que mal compare a chuva que hoje caíu em Madrid. Fez-me recordar a chuva que caíu ... em Santiago. Lembram-se?


De Joo a 11 de Março de 2004 às 12:29
Caro Jorge, não contava com mais esta efeméride malvada. Assassinos! Abraço.


De Joo a 11 de Março de 2004 às 12:28
Caro Isidoro, fica a curiosidade. Abraço.


De Jorge Afonso a 11 de Março de 2004 às 11:43
João, o dia 11 de Março passa agora também a ficar tristemente lembrado pelo atentado de Madrid.

Quem o terá feito? Apesar da coincidência com as eleições espanholas indiciar que se trata da ETA, poderão ter sido outros! A ETA não costuma actuar assim. Avisa sempre 10 ou 15 minutos antes! E penso não ter meios para colocar 5 bombas (parece que 2 foram desactivadas) em pontos diferentes, para detonarem quase ao mesmo tempo.

O número 11 poderá querer dizer que a origem será outra! Vamos ver!

Abraço


De Isidoro de Machede a 11 de Março de 2004 às 01:37
Se porventura um dia chegarmos à fala, conto-lhe
uma história interessante sobre o 11 de Março.

Inté


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