Segunda-feira, 5 de Abril de 2004

Albufeira da Santa Luzia

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A Sebenta traz-nos belíssimos apontamentos sobre o concelho da Pampilhosa da Serra. Concelho tão abandonado, tão esquecido, tão perdido, que conserva oportunidades únicas para descobrir a beleza da Natureza. De uma forma em bruto, sem rodriguinhos e falácias turísticas. Gastronomia excelente (maranho e chanfana). Gente acolhedora. A magnífica Serra do Açor. O Zêzere à beira. A inolvidável Barragem de Santa Luzia (uma das mais antigas e talhada na rocha, hoje sem produção de energia e apenas utilizada para abastecimento de água). Ar fresco que nos espevita o peito. A terra dos meus sogros. Sítio para esquecer a merda do mundo. Um dos sítios únicos onde gosto de me isolar e despejar gritos abafados no pinhal e na serraria. Terra de pampilhos. Ali todos somos poetas. Do mais sisudo ao mais prosaico. Porque, se Deus alguma vez existiu, ele andou por ali.

Transcrevo com a devida vénia:

“...albufeira da Santa Luzia, espraiando-se pelas reentrâncias do Vidual e da Malhada do Rei, e banhando os pés a Unhais, em cujo fundo jazem as ruínas de Vidual de Baixo e os esqueletos das quintas de Aziral e Calvos, a clamar contra as injustiças e espoliações de que foram alvo os seus humildes e desditosos proprietários.”
Depois, ladeiras e cumeadas, com portelas, seladas e quebradas, dando passagem de um vale para outro, locais em que, segundo a lenda, se reuniam as “bruxas” com o mafarrico, nas suas danças e andanças da meia noite feiticeira.
Lá mais longe ainda, escondida entre matos e arvoredos, que abrigam parques de merendas e recantos por descobrir, a Albufeira do Alto Ceira, cujas águas se escoam pelo semi-ignorado túnel até Santa Luzia, donde outro túnel mais pequeno as desvia para moverem o gerador da Central do Esteiro.
A cada passo, topamos com um recanto paradisíaco, com a água do ribeiro a sussurrar, em cujos charcos pequenas rãs se exercitam em movimentos graciosos, e nos combros ramagens pendentes, em que passarinhos constroem seus ninhos e trinam deliciosos cantos.(...)
(Património Pampilhosense, A.Lourenço)”
publicado por João Tunes às 00:34
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