Quinta-feira, 6 de Maio de 2004

HÁ QUEM NÃO PENSE, HÁ QUEM PENSE GIRASSOL

phe036.jpg

Com toda a franqueza, não percebo as dúvidas suscitadas sobre a representatividade do PEV – Partido Ecologista Os Verdes de integrar a coligação eleitoral CDU e, à pala disso, ter direito a um personalizado grupo parlamentar.

1) O PEV só tem uma singela deputada, excelente oradora (embora sempre nos apareça vergada sobre si mesma para que o microfone não lhe fuja). E se ela puxa para o tom monocórdico, isso apenas se deve ao fraco número de assessores que o Parlamento lhe disponibiliza, nomeadamente quanto a especialistas em postura de corpo, dicção e colocação de voz, faltando-lhe ainda fisioterapeutas especialistas em problemas da coluna.

2) Não há causa ecológica, verde total, verde às riscas, verde claro, verde escuro, verde assim assim, verde alface, em que o PEV não apareça com propostas, soluções e contestações. Aliás, constato isso quando me passeio por campos e prados – ao ver abelhinhas, moscardos, lagartos, flamingos, rouxinóis, caracóis e outros bichos móis, todos transmitindo a doce paz do Senhor, em perfeita harmonia e sintonia. Então, eu agradeço à Isabel Castro a forma como ela defende a Natureza (não só no Parlamento, estimados ouvintes, mas nos prados, montanhas e planícies deste país-jardim, arrastando massas, fazendo opinião, dando consciência ecológica a este povo alarve que ainda cospe e atira lixo para o chão).

3) Só quem anda distraído, não entende a pluralidade daquela coligação e não imagina as profundas divergências, discussões, negociações, conciliações, reconciliações e concertações entre as posições do PCP e as outras (diferentíssimas) do PEV, até que votem no mesmo sentido, como sempre votam.

Não perceber tudo isto e algo mais, é esconder a cabeça para não perceber o papel principal do PEV que, esse sim e sobretudo, é revolucionário (para Nós e para o Ambiente): meter um girassol na CDU para que ainda haja quem vote numa foice e num martelo. Ou seja, permitir a um Partido disfarçar os seus símbolos incómodos, exactamente aqueles que lhe conferem história e identidade. E para quem não vive bem com os seus símbolos, que melhor causa ecologista que oferecer-lhe um girassol?

Pensem antes de falar. Não escondam a cabeça. Usem-na.
publicado por João Tunes às 23:52
link do post | comentar | favorito
|
2 comentários:
De Joo a 7 de Maio de 2004 às 13:09
Protesto aceite. Sai Alvalade e sai o XXI ... Respeitosos cumprimentos.


De jpt a 7 de Maio de 2004 às 12:11
Já que aqui se abordam os símbolos mais razão me dá para protestar veementemente com a abusiva utilização do Alvalade XXI (ainda para mais com grafia desvalorizadora) nestas menores (e até terrenas) questíunculas. Haja respeito.


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. NOVO POISO

. ESPANHA – GUERRA CIVIL

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (1...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (2...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (3...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (4...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (5...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (6...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (7...

. ESPANHA – GUERRA CIVIL (8...

.arquivos

. Setembro 2007

. Novembro 2004

. Agosto 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

. Março 2004

. Fevereiro 2004

blogs SAPO

.subscrever feeds